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Ministério do Ambiente diz que proibição é necessária para a preservação dos recursos.
O Ministério do Ambiente recusa acabar com o defeso do sargo para a pesca lúdica apeada na Costa Vicentina. A decisão é justificada com a necessidade da preservação dos recursos. Mas os pescadores desportivos queixam-se de discriminação em relação à pesca embarcada e à submarina – que não são abrangidas pela proibição – e ameaçam avançar com formas de luta.
“O período de defeso estabelecido [entre 1 de fevereiro e 15 de março] está relacionado com o fenómeno de arribação das espécies que ocorre naquela altura do ano, em que os animais se deslocam massivamente para a linha de costa para a desova”, refere o Ministério do Ambiente, numa resposta dada esta semana a questões do deputado João Vasconcelos (BE), a que o CM teve acesso.
O gabinete do ministro João Matos Fernandes defende que a discriminação de que se queixam os pescadores lúdicos é apenas “aparente”, porque entende que no período de defeso, durante o inverno, o estado do mar não permite a pesca através de embarcações junto à costa. A Secretaria de Estado das Pescas chegou a elaborar um esboço de Portaria que ia de encontro às reivindicações dos pescadores lúdicos, mas essa intenção foi chumbada pelo Ministério do Ambiente.
David Rosa, das Comissões de Pescadores e População da Costa Portuguesa, diz que os pescadores lúdicos ainda esperam “que o Governo cumpra o que prometeu, que é o fim do defeso nos concelhos do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina e a revisão das área de interdição”. Caso contrário, serão desenvolvidas “formas de luta muito fortes”.